sábado, 29 de dezembro de 2012

2012 em Paraibuna, sobre a entrevista do Barros



O jornal O Paraibunense realizou neste fim de ano uma ótima entrevista com o Prefeito reeleito Barros. O bate-papo contou com questionamentos atuais, que estão repercutindo nas ruas e redes sociais, e teve respostas abertas e francas do Prefeito. Porém, merecendo algumas considerações. Assim, a entrevista do jornal é uma ótima oportunidade para fazermos uma retrospectiva do blog Solilóquio Insipiente.


O ano em que saímos de férias

O blog começou o ano “entrando de férias” no post Os postes no meio da rua da Democracia de Paraibuna. A ideia era evitar os debates mais acalorados do período eleitoral, os quais poderiam até por em xeque a credibilidade deste espaço.

No mesmo dia da eleição, voltei com tudo em Quem ganha com as eleições-2012 em Paraibuna, divulgando o resultado do pleito e registrando esperanças. Os eleitos e não eleitos ainda foram tema dos posts Os novos vereadores de Paraibuna e O meu candidato para Paraibuna. Neste último, discorro sobre o que fazer da vida aqueles candidatos que não “levaram” a Câmara.

Enquanto isso, já estão falando da sucessão do Barros. Isso foi assunto em O Paraibunense e já foi na rede social e aqui no blog em Professora Helô não pode ser candidata a prefeita de Paraibuna. Podemos ver que o Barros compartilha da mesma opinião do blog.


Rumo incerto

Falta de grana no período pós-eleitoral também gerou muita discussão por aqui nas séries de posts Paraibuna no vermelho-terracota. Foi derrubado o mito criado pela prefeitura de que a falta de dinheiro se devia exclusivamente pela diminuição de repasse do Fundo de Participação dos Municípios. Dê uma olhada lá, era o argumento da prefeitura no Jornal O Vale. Agora, em O Paraibunense, trouxeram uma nova justificativa: o fim das obras da Gastau. Claro que o governo não pode ter poupança, mas pode e deve ter planejamento. O que nos falta. Se sabiam que a Gastau ia embora e que a fonte secaria, dava para termos nos programado para um fim de ano menos vexaminoso. Afinal, é isso o que fazemos na nossa casa: planejamento.

E, mais uma prova da força das redes sociais, foi só terem voltado atrás no corte das gratificações após a divulgação de um artigo jurídico dizendo que isso era ilegal. Passado o período pós-eleitoral, entrando o novo ano, o Prefeito já afirma que haverá cortes.

Não dá para as finanças do município dependerem das megaobras federais e estaduais, como o gasoduto e duplicação da Tamoios. Isso evidencia a falta de planejamento que já tratamos em Paraibuna sem projeto.

Outro exemplo dessa política sem rumo certo é o prédio que está sendo feito em frente ao Cerqueira César. Ou o prefeito se expressou mal ao jornal O Paraibunense ou estão investindo o dinheiro numa obra que não sabem ainda pra que serve: “em breve estaremos definindo a melhor utilidade”. Pode isso?

Por outro lado, é muito animador vislumbrar a possibilidade de Paraibuna, enfim, ter o tratamento de esgoto, como afirmado em consequência às exigências da criação da Região Metropolitana.


Nosso povo tem valor?

Um mérito da administração é o debate público realizado na Fundação Cultural sobre o carnaval 2013. Lá é o local mais democrático para isso. Sabemos que isso é circunstancial em razão da falta de dinheiro para um carnaval megalomaníaco, mas é a oportunidade do cidadão participar da organização. Em Um carnaval Paraibunense trouxemos algumas considerações, inclusive entrevistando o músico paraibunense Eduardo Rennó.

A ideia é que o debate sobre a identidade municipal se estenda por 2013, visto que isso pode trazer reflexos benéficos não só culturais, sociais, como econômicos, de modo que fiquemos menos dependentes das obras da Gastau e outras do gênero. A necessidade dessa reflexão para o povo paraibunense foi abordada em Falta rumo ao carnaval paraibunense. Inclusive tratamos dos desafios a serem enfrentados pela nova diretoria de turismo, esporte e lazer, que não pode ficar inerte a esse debate.

Já a falta de respeito demonstrado com o presépio foi lamentável. Uma tradição de três décadas foi abandonada por picuinhas internas da Prefeitura. A administração já afirmou pra mim que não ofereceram o presépio ao Carlinhos porque ele estava doente. Agora, na entrevista, teria sido pela falta de dinheiro. Não há um discurso uniforme. E, infelizmente, numa triste coincidência, perdemos o nosso presepista às vésperas do Natal. A gente se despediu dele em Carlinhos, um paraibunense que tem valor. Mais homenagens estão sendo preparadas aqui. No domingo 30, por sinal, será realizada a missa de sétimo dia do artesão.


A doença do Prefeito

Na entrevista, o Barros ainda aborda de forma corajosa a doença pela qual está passando: depressão. Aqui registramos o nosso respeito por essa fase pela qual passa em sua vida, nos pondo a disposição para ajudar no que for possível. A depressão é uma doença muito difícil de ser suportada, podendo ter diversas causas. Ela sofre grande preconceito da sociedade, o que torna mais difícil ao paciente suportá-la. Por isso, separamos sempre aqui o homem público da vida pessoal e registramos sincero desejo de melhora.


Transparência para paciência

Encerrando a conversa com o jornal, o prefeito pede que tenhamos paciência com ele. É tudo o que queremos, ser pacientes, mas, para isso, a administração precisa ser transparente. Defendemos isso incansavelmente aqui em texto como o Enquanto isso, em Parahybunda.... Também já explicamos como fazer isso em Lei de acesso à informação vale para Paraibuna. Essa lei, assim como a de responsabilidade fiscal na parte, em especial, sobre a transparência em audiências públicas, ainda são utopias nesta cidade.

Com o cumprimento dessas leis, com mais transparência, com mais entrevistas como a dada ao jornal O Paraibunense, o cidadão poderá se informar e se sentir integrado à administração pública como um parceiro, compartilhando dúvidas e decisões. E como dar mais entrevistas como essas? Simples. Reiteramos a ideia de um blog do prefeito, mantido pela assessoria de comunicação, com atualização periódica (no mínimo semanal), permitindo a qualquer um enviar e ter suas perguntas respondidas facilmente na área de comentários. Se até a Presidenta da República consegue criar esses espaços, por que aqui não?


Um ano acabou, outro está no forno

Assim, 2012 chega ao fim e o mundo não acabou de novo. Em 2013 espero ser mais lido, mais debatido e mais criticado. Não quero aqui ser o dono da verdade, mas contribuir com um debate público onde quem vence é a cidade. Para isso, conto com os colegas dos demais blogs, as iniciativas de fanpage no Facebook e a participação dos demais concidadãos.

Para todos, e para Paraibuna, um feliz e próspero 2013.
Que possamos aprender mais juntos e evoluir cada vez mais.

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